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Gráfico do CUB/SC mês a mês em 2026, mostrando alta de 4,6% em oito meses

Mercado Imobiliário

Você acredita que os imóveis em Criciúma aumentaram?

Marinho Xavier · 18 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

Essa pergunta chega quase todo dia. E quase sempre com um tom de desconfiança, como se a resposta fosse conversa de corretor querendo apressar a decisão.

Então vamos com dado, não com opinião.

Sim, aumentou. E não é sensação. É índice.

Mas tem uma parte dessa história que quase ninguém está contando, e é justamente a parte boa pra quem vai comprar agora. Chego lá.

Primeiro, a prova

O CUB/SC é o índice que mede quanto custa construir em Santa Catarina. Ele é calculado pelo Sinduscon e é o mesmo índice que corrige as parcelas de quem compra na planta. Olha o que ele fez neste ano:

Mês (2026)CUB/SC por m²
JaneiroR$ 3.012,64
MarçoR$ 3.028,45
MaioR$ 3.064,10
JulhoR$ 3.121,62
AgostoR$ 3.151,24

São 4,6% de alta em oito meses. E não parou em nenhum mês. Subiu em todos.

Traduzindo pra realidade: num apartamento com 130 m² de área global, o custo de construção subiu cerca de R$ 18 mil só em 2026. Isso já está nos preços que você vê nas tabelas de agosto, e vai estar de novo nas de setembro.

Não é a construtora aumentando porque quer. É o que ela paga em cimento, aço e mão de obra.

E não é só aqui

O movimento é nacional. O Índice FipeZAP fechou os últimos doze meses com alta de 5,59%, acima do IGP-M no mesmo período, que ficou em 3,16%. Ou seja: imóvel subiu mais que a inflação geral.

Em Santa Catarina, o mapa dos últimos doze meses ficou assim:

  • Blumenau: +9,76%
  • Florianópolis: +8,29%
  • Joinville: +6,53%
  • Itapema: +5,25%

Criciúma não escapou dessa onda. Quem comprou aqui há dois anos está com um imóvel que vale bem mais hoje, e pagou uma parcela que, mesmo corrigida, ainda é menor do que a tabela de agora.

O que o CUB não mostra: a escassez

O índice explica uma parte da alta. A outra parte é mais simples do que parece, e é a lei mais antiga do mercado: oferta e demanda.

Funciona assim. Um empreendimento lança com todas as unidades disponíveis. Conforme a obra avança, as melhores vão saindo: o andar alto, a posição de sol, a planta com a metragem mais procurada. O que sobra é cada vez menos, e cada vez mais disputado. A construtora não precisa forçar nada: o próprio estoque encolhendo já empurra a tabela pra cima.

E quando o prédio é entregue, muda de categoria. Deixa de ser promessa e vira imóvel pronto, com chave, habite-se e vizinho morando. Pronto vale mais que planta, e sempre valeu.

É por isso que os empreendimentos que estão sendo entregues neste ano e no ano que vem tendem a subir mais que a média. Eles chegam ao mercado com estoque curto, num momento em que a demanda voltou a crescer, e passam de "obra em andamento" para "pronto para morar" em questão de meses.

Quem entra num desses agora está comprando na última janela em que ele ainda é vendido como obra.

Agora, a parte boa

Aqui está o que quase ninguém percebeu ainda, e que muda o jogo pra quem vai comprar em 2026.

1. O teto do FGTS subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

O Conselho Curador do FGTS aprovou o novo limite, e ele vale independentemente da data de assinatura do contrato. Na prática, praticamente todo o estoque de Criciúma agora cabe no SFH, a modalidade com as melhores condições do mercado.

E tem mais: o financiamento com FGTS subiu de 70% para 80% do valor do imóvel.

Isso significa entrada menor, uso do seu Fundo de Garantia em imóveis que antes estavam fora do alcance, e taxa melhor. Um apartamento de R$ 1,3 milhão em Criciúma, que há um ano ficaria de fora, hoje entra.

2. O Minha Casa Minha Vida abriu uma faixa pra classe média.

A nova Faixa 4 atende famílias com renda de até R$ 13 mil por mês. É exatamente o perfil de quem compra dois dormitórios em Criciúma e sempre achou que não se encaixava no programa. Os tetos de valor também subiram: a Faixa 3 subiu para R$ 400 mil, e a Faixa 4 chegou a R$ 600 mil.

3. O crédito voltou a circular.

Foram liberados cerca de R$ 35 bilhões adicionais para financiamento imobiliário. E a CBIC, entidade que representa a construção civil no país, projeta crescimento de 10% em vendas de imóveis em 2026.

4. E Criciúma segue abaixo do litoral.

Enquanto Florianópolis passa de R$ 13,3 mil o m² e Balneário Camboriú de R$ 15,2 mil, Criciúma continua num patamar bem mais acessível. Subiu, sim, mas partiu de uma base baixa e ainda tem espaço.

O que isso significa na prática

Eu acompanho hoje 19 empreendimentos entre lançamentos, obras em andamento e prontos em Criciúma e região, somando mais de 600 unidades em tabela. Todas com venda direta da construtora.

Três leituras que eu tiro disso:

Pra quem já comprou: você acertou. O imóvel que você pegou em tabela de dois anos atrás não seria lançado hoje pelo mesmo preço, porque o custo de construir não permite.

Pra quem vai comprar: o crédito está mais favorável agora do que estava há um ano. Teto de FGTS maior, financiamento de 80%, faixa nova no Minha Casa Minha Vida. Essa combinação não existia em 2025.

Pra quem está esperando o preço cair: o CUB não caiu em nenhum mês de 2026. Quem esperou os últimos oito meses está pagando 4,6% a mais pelo mesmo apartamento, e comprando com um ano a menos de valorização no bolso.

E se o banco não for o caminho?

Tem ainda uma porta que muita gente nem sabe que existe: o financiamento direto com a construtora.

Boa parte dos empreendimentos que eu acompanho trabalha com essa modalidade. O saldo é parcelado direto com quem construiu, em prazos que chegam a 180 ou 240 meses, sem passar pela análise do banco. Muda a lógica inteira de quem é autônomo, tem renda variável ou simplesmente não quer travar o crédito no sistema bancário agora.

Cada construtora tem a sua regra. Esse vai ser o tema do próximo post aqui do blog.


Se você quer entender onde se encaixa nesse cenário, o caminho é simples: eu faço a análise primeiro e te digo, com número na mão, qual é a sua faixa real de compra, tanto pelo banco quanto direto com a construtora. Depois a gente olha o que cabe.

É assim que eu trabalho com todo cliente. Encurta a compra em semanas e evita a frustração de se apaixonar por um imóvel que não passa.

Quer saber quanto você consegue financiar com as novas regras de 2026, pelo banco ou direto com a construtora? Me chama no WhatsApp que eu faço a simulação.

Marinho, corretor de imóveis em Criciúma.

Dados: CUB/SC (Sinduscon/SC), Índice FipeZAP e Conselho Curador do FGTS. Tabelas das construtoras com vigência de agosto de 2026, sujeitas a alteração.

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